Almoster

AlmosterAlmoster é uma freguesia portuguesa do concelho de Alvaiázere, com 25,58 km² de área e 674 habitantes (2011). Densidade: 26,3 hab/km². Um de seus principais pontos é a fonte da Escuza. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre  

 Al MONASTERIUM

“Encontrarás mais nos bosques que nos livros; as árvores e as pedras ensinar-te-ão coisas que nenhum homem poderá dizer-te.”

Bernardo de Claraval

Tinha esta terra atractivos que chamavam à ocupacao humana, é uma mancha de terra que do Nascente sobe pela serra fora, pelo poente delimita-se pelo Nabão, e, parece ser dividida, a meio, pela Ribeira de Almoster, que banha e fertiliza.

A ribeira, tem sido o grande foco, a chamar o povo, a caminhar para ela. Tem água todo o ano, com a qual se regam os seus campos, destinados às culturas hortícolas e forrageiras, molhando as faldas da serra, o que as torna aprazíveis e fáceis de habitar, tornando, nelas, a vida muito agradável., Os árabes chamaram e continua a chamar-se Almoster, que significa (o mosteiro). Talvez um pequeno grupo de frades beneditinos, ligados ao Mosteiro de Lorvão, aqui vivesse para cuidar das terras a ele pertencentes. O rei mouro de Coimbra, isentou os frades de impostos e deu-lhes várias terras. A palavra ALMOSTER é uma mistura de árabe com latim. O mosteiro era originalmente um mosteiro masculino. No século X a sua importância era já considerável, estatuto que manteve ao longo de toda a Idade Média. Em meados do século XI o mosteiro adoptou a Regra Beneditina. Na segunda metade do século XII, durante o reinado de D. Afonso Henriques que coincidiu com o governo do Abade João (1162-1192), o qual o mosteiro do Lorvão, a par do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, foi um dos principais centros de produção de manuscritos iluminados do jovem reino.

Destacam-se entre a produção do scriptorium do Lorvão o Livro das Aves, executado no final do reinado de D. Afonso Henriques (1184), e o Apocalipse do Lorvão, executado já durante o reinado de D. Sancho I (1189). Nos documentos encontrados, já todos lhe chamam Almoster. O mais antigo, a Inquirição de D. Afonso II, de 1220, diz-nos que, D. Sancho, deu ao Prior de Abiul a Albergaria de Almoster: “Prior Abíul acepit Albergariam de Almoster cum suis terminis que erat regalenga”.

No ano de 1206 o mosteiro passou para a Ordem de Cister, e passou ao mesmo tempo a ser um mosteiro feminino, tendo agora por invocação Santa Maria. Esta profunda transformação deveu-se à infanta Beata Teresa de Portugal, filha de D. Sancho I e mulher de Afonso IX de Leão, que depois de ter tido três filhos com o rei de Leão viu o matrimónio ser declarado inválido por consanguinidade e regressou a Portugal, vivendo no mosteiro atéà data da sua morte, em 1250. A infanta encontra-se hoje sepultada na igreja do mosteiro juntamente com sua irmã, a Beata Sancha de Portugal.

Toda a região da Ladeia era atravessada, nos meados do século XII, por uma estrada que vinha de Coimbra para Tomar, passando pela região de Chão de Couce – Avelar. Mas a par desta, havia outras estradas, a que vários documentos da época fazem referência, e que faziam a ligação entre os povoados mais importantes. Por Almoster passava já naquele tempo uma estrada, a que as pessoas mais velhas ainda hoje chamam “Estrada Real”, seguindo depois para Alvaiázere e Freixianda, com bastante movimento para justificar uma albergaria. O nome Gaita, por que ainda há poucos anos era conhecida uma região de Almoster (hoje Santa Cruz) denuncia a passagem periódica de carruagens com pessoas e correio, cuja chegada era anunciada pelo toque duma gaita. Entre a Aldeia Nova e Santa Cruz há o topónimo Estrada Larga. O que pode referir-se à passagem da Estrada Real.

Monge

Apresentação

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