Maçãs de D. Maria

Maçãs de Dona Maria é uma freguesia portuguesa do concelho de Alvaiázere, com 23,91 km² de área e 1 835 habitantes (2011). Densidade: 76,7 hab/km². Foi vila e sede de concelho entre 1514 e 1855, quando foi integrado em Figueiró dos Vinhos. Era composto, em 1801, apenas pela freguesia da sede. No início do século XIX foram-lhe anexadas as freguesias de Aguda e Arega. Tinha, em 1849, 4 864 habitantes e 91 km². Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.    

A RIBEIRINHA – MAÇAS DONA MARIA

"Encontrarás mais nos bosques que nos livros; as árvores e as pedras ensinar-te-ão coisas que nenhum homem poderá dizer-te."

Bernardo de Claraval

D. Maria Pais Ribeira, também referida pela alcunha de A Ribeirinha (c. 1170 - Grijó, 1258), foi uma mulher portuguesa oriunda de uma das mais nobres famílias. Destacou-se por ser concubina do Rei de Portugal.   Diz-se que era “branca de pele, de fulvos cabelos, bonita, sedutora”; diz-se que enfeitiçou o D. Sancho e cativou os nobres da sua corte”. D. Maria Pais Ribeiro, a Ribeirinha, dona de grande beleza, “ pelas razões de conversação que com ela teve ”, doou Dom Sancho I a vila de Vila do Conde ao declarar: “ Em nome de Deus, Eu Sancho, pela graça de Deus Rei de Portugal... Dou e firmemente concedo aos meus filhos e filhas que tenho de D. Maria Pais, a Vila do Conde que fica situada junto à foz do rio Ave. E concedemos firmemente que a tomem como sua, por direito hereditário, para sempre. É-lhes lícito a ela, aos filhos e descendentes para fazer dela sempre o que quiserem como sua própria herança. Portanto, todo aquele que aceitar esta decisão seja abençoado por Deus, Ámen. Porém aquele que a desvirtuar, seja amaldiçoado e excomungado e a ira de Deus venha sobre ele.” Enquanto trovador, D. Sancho I dedicou-lhe a seguinte cantiga de amigo: "Ay eu coitada

Como vivo em gran cuidado

Por meu amigo que ei alongado!

Muito me tarda

O meu amigo na Guarda!

Ay eu coitada

Como vivo em gram desejo

Por meu amigo que tarda e não vejo!

Muito me tarda

O meu amigo na Guarda."

Em 1198, inspirou Paio Soares de Taveirós a compor a Cantiga da Ribeirinha, primeiro texto literário em Língua galego-portuguesa de que se tem registo. E recebeu esse nome por ter sido dedicada a D. Maria Pais Ribeira, concubina de Sancho I de Portugal, apelidada de "Ribeirinha".  

No mundo ninguém se assemelha a mim

Enquanto a vida continuar como vai,

Porque morro por vós e - ai! -

Minha senhora alva e de pele rosadas,

Quereis que vos retrate

Quando eu vos vi sem manto.

Maldito seja o dia em que me levantei

E então não vos vi feia!

E minha senhora, desde aquele dia, ai!

Tudo me ocorreu muito mal!

E a vós, filha de Dom Paio

Moniz, parece-vos bem

Que me presenteeis com uma guarvaia,

Pois eu, minha senhora, como presente,

Nunca de vós recebera algo,

Mesmo que de ínfimo valor.

 

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