Rego da Murta

Rego da Murta é uma freguesia portuguesa do concelho de Alvaiázere, com 16,63 km² de área e 854 habitantes (2011). Densidade: 51,4 hab/km². Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

"Curiosidades, Lendas e Tradições Históricas"

Alvaiázere no caminho dos Templários "Encontrarás mais nos bosques que nos livros; as árvores e as pedras ensinar-te-ão coisas que nenhum homem poderá dizer-te." Bernardo de Claraval Saindo de Alvaiázere em direcção a Tomar, um pouco depois de passar pela Quinta da Cortiça, prossegue-se pela estrada bucólica e descontrainte que nos leva até ao cruzamento do tojal É neste percurso recheado de maravilhas da natureza que se pode encontrar uma antiga estrada Romano-Medieval, que cruza com a estrada asfaltada no sentido leste oeste, ao seguir de preferência apeado ou a cavalo nesta via é possível deliciarmo-nos com paisagens intrigantes esquecidas no tempo, recheadas de sons de aves canoras que aproveitam a eterna calmaria, ao calcorrear aproximadamente uma milha aproximamo-nos de um edifício antiquíssimo que permanece oculto pelos extensos matagais cujas origens encontram-se envoltas na penumbra da lenda, e misticismo que se deve, em grande parte, ao facto de ainda se encontrar por realizar um aprofundado estudo arqueológico no local que, permitiria perceber melhor o seu passado. Pertencia a Torre da Murta em 1152 a D. Gaião, alcaide de Santarém. D. Gaião doaria a propriedade da Torre da Murta à Ordem do Templo que, por volta de 1159, que era limítrofe à herdade do Castelo e Termo de Ceras. Estas torres atalaias medievais poderiam servir como habitação onde se instalava, durante determinados períodos de tempo, o alcaide, que era o governador militar do território concelhio e, como tal, comandante da hoste local. Ao alcaide cabia também a responsabilidade do policiamento e desempenho de funções judiciais, além da cobrança dos dinheiros ou géneros respeitantes ao pagamento de imposto e taxas tributáveis à população, dada esta posição privilegiada que ocupava o alcaide era mal visto pelos populares que nele viam um opressor e ladrão. Já por essa altura a atalaia se encontrava arruinada, pois quando D. Gualdim Pais passou pelo Castelo de Ceras, então totalmente derrubado, o único lugar fortificado que encontrou foi o Castelo do Ladrão Gaião, que ficava a cerca de uma légua de distância, e cujas paredes se encontravam igualmente destruídas, tal como outras fortificações da região com a mesma função como a Torre de Dornes. Na sua origem, a Torre da Murta ou Torre do Ladrão apresentar-se-ia como uma atalaia medieval de grandes dimensões, pois os dois paramentos, Sul e Nascente, que se aguentaram na verticalidade até aos dias de hoje, deixam ainda perceber a sua estrutura paralelepipédica. Esta subdividir-se-ia em três sobrados de paredes robustas, construídas em pedra calcária, num aparelho de alvenaria relativamente homogéneo. Quanto ao seu cariz militarizante, este é denunciado quer pela robustez do aparelho construtivo, quer pela única fresta que sobreviveu na parede nascente da construção; porém, no que se refere à existência de ameias e matacães, há muito que estes desapareceram, pois o terceiro patamar da fortificação já quase desapareceu por completo. Assim sendo, aos dias de hoje, chegou-nos uma estrutura bastante arruinada. No entanto, sabe-se que, ao tempo da Reconquista Cristã, a Torre da Murta terá funcionado como uma importante estrutura defensiva, complementar ao sistema de fortificações então existentes no corredor Douro-Tejo que, deste modo, dificultariam o acesso mouro ao norte cristão. Parte do território conquistado aos mouros nesta região estendia-se entre as Terras de Alvaiázere e Vila de Rei, constituindo-se um extenso Reguengo, a que se deu o nome de Monsalude, que posteriormente seria fraccionado em diferentes parcelas.

Apresentação

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